Diocese Anglicana de Pelotas

Cetepel promove curso de liturgia

Dom Orlando, assessorou o curso realizado no Instituto Rev. Severo.

 

Representantes do clero e leigos da Diocese Anglicana de Pelotas participaram, nos dias12 e 13 de abril, no Instituto Rev. Severo da Silva, da primeira etapa do Curso de liturgia, ministrado por Dom Orlando Santos de Oliveira, professor do SETEK (Seminário Teológico Egmont Kriscke), Porto Alegre. O encontro iniciou com celebração da Santa Eucaristia presidida pelo Rev. Edison Matos da Rosa, coordenador do CETEPEL (Centro de Estudos Teológicos de Pelotas).

Dom Orlando motivou os participantes a refletir sobre a importância da Liturgia no contexto da missão, que se debruçaram sobre as dimensões da liturgia segundo Jean Corbon, que entre outras destaca que a liturgia é memorial, pois lembra hoje o Ministério Pascal. Celebra em Cristo a vida do povo e nos dá forças para alcançar um mundo novo. E também ação de graças. Nós recebemos e por isso agradecemos. A esperança permanece aqui presente. A liturgia é compromisso social.  E um momento forte de conversão pessoal. Não se resume e palavras sem ação, pois ela mostra a estrada da libertação. E por fim destacou que na liturgia a gente pode sonhar com aquela terra onde queremos chegar, onde contemplaremos nosso Deus Criador e viveremos para sempre em seu amor.

O professor do SETEK discorreu sobre os documentos e escritores primitivos da adoração cristã, apresentou as famílias litúrgicas: a oriental e a ocidental, com seus diferentes ritos. Trabalhou ainda as fontes do Livro de Oração Comum, concluindo com o prefácio  do primeiro Livro de Oração Comum, organizado pelo Arcebispo de Cantuária Thomas Cranmer, em 1549. O documento destaca o estudo das Santas Escrituras, recomendado pelos pais da Igreja. A Bíblia toda ou pelos grande parte dela seria lida durante um ano. Essa prática aprofundaria a piedade do clero, auxiliando o povo, que escutava a Palavra, a conhecer Deus mais e mais, estimulando-o a amar a sua verdadeira religião. Reconhece, no entanto, que esta recomendação foi enfraquecida ou se perdeu com o passar do tempo. Cranmer estabelece então que se leia “a puríssima Palavra de Deus ou aquilo que, evidentemente,  nela se baseia, e tudo num idioma e numa ordem mais clara e fácil de ser entendida, tanto para os leitores como para os ouvintes.”

Tendo este propósito em mente, ao lançar o Livro de Oração Comum, Thomas Cranmer, colocou nas mãos do clero e do povo um devocionário muito rico fundamentado nas Santas Escrituras e na tradição da Igreja. Esta liturgia tem se mantido na Comunhão Anglicana ao longo dos séculos com suas diversas atualizações e revisões. A igreja brasileira inclusive está em processo de atualização do livro de Oração e espera-se seja entregue à Igreja até o final do ano. A nova edição do Livro de Oração Comum será mais completo, com ofícios novos, especialmente retornando a Oração Familiar, que é tão reclamada, além de ofícios especiais. Espera-se que a Igreja toda, isto é, as dioceses e distrito missionário, acolham muito bem esta iniciativa que exigiu muito trabalho e dedicação.

A segunda etapa do curso de Liturgia acontecerá no mês de setembro.

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